March 21, 2006

Caro amigo(a)
E agora viva a ternura! Estou lhe abraçando com o melhor e mais puro carinho amigo.
Este posto é um convite à sua colaboração neste blogue, pense numa palavra, e escreva o que lhe vier à cabeça, eu apenas adicione a fotografia ao seu pensamento, escreva o que quiser, quando quiser, eu publico(escreva em comentários). Este é um convite a uma pessoa muito especial, pessoa essa que me tem acompanhado e comentado de uma forma muito inteligente, a essa personalidade os meus agradecimentos, e me perdoo por esta paragem, mas de momento não estou a conseguir organizar meu tempo, isto dá um certo trabalho.


E porque hoje é o dia mundial da poesia
Comigo me desavim
Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim , se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?


Sá de Miranda

2 Comments:

Anonymous GR said...

A Poesia ajuda-nos a sorrir, para os dias duros do futuro!
Este blog, todo ele feito com sensibilidade, música, poemas e olhares, ajuda-nos a estar vivos!

VIVA O DIA MUNDIAL DA POESIA!

(Para o Jornal Vivo, um presente de Neruda)

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is”
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
Exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda


Belissimo poema de Sá de Miranda

GR

2:41 PM  
Blogger Jornal Vivo said...

Palavras para quê ?
Gostei.
O que me cativa nestas palavras é encontrar nelas esta certeza da verdade.
Obrigada

5:24 AM  

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